________

terça-feira, fevereiro 6

Berzoini fica presidente do PT em 2007

Nesta sexta e sábado (8 e 9) o PT faz um encontro em Salvador para em tese reunir seu Diretório Nacional, festejar seu aniversário de 27 anos e lançar o III Congresso que vai acontecer de 6 a 8 de julho, em Brasília. O mais importante deste encontro do fim de semana é que ele começa a definir as alianças que devem conformar um novo “campo majoritário”.

Na prática, seja qual for o nome do grupo que vier a vencer a disputa no Congresso, que acontecerá em julho, tudo indica que será resultado de uma nova aliança interna. O atual Campo Majoritário não deve nem sequer preservar este nome. Dentro dele há ao menos cinco ou seis posições políticas distintas, algumas hoje em quase-conflito, e que podem ou não entrar em rota de colisão a depender da formação do novo ministério de Lula.

A correlação de forças começa a se definir em abril, quando se dará a eleição de delegados. Mas ela não termina em julho no Congresso. Neste encontro, pode-se (e isso vai acontecer) alterar o calendário eleitoral interno do partido. As eleições petistas, pelas atuais regras do jogo, deveriam se dar em setembro de 2008, na mesma época das eleições municipais.

É praticamente consenso de que essa data inviabiliza a disputa, que se dá por meio de eleições diretas e não é só para o presidente nacional do partido, mas também para definir as direções estaduais e municipais. Ou as eleições serão antecipadas para o fim deste ano ou para o março do ano que vem. Ou seja, se a chamada esquerda petista vencer o Congresso o máximo que se vai conseguir é convocar uma eleição direta para o fim de outubro, começo de novembro. Se a vitória ficar com um setor mais próximo do que é hoje denominado de Campo Majoritário, está eleição pode ir pra março de 2008. Até lá o deputado federal Ricardo Berzoini deve permanecer na presidência nacional do PT. Só algo de muito novo mudaria isso hoje.